É o despertar do que dormi
no corpo frígido que é meu. É a ideia que nasce dentro e tenta dominar o todo que
sou eu. É a palavra que faltava pra ser
o que os outros chamam de amor eterno e a parte que do erro virou outra coisa.
Os pontos quebrados ao meio
quando concertados (endireitados) nunca voltam a ser o que antes foi. Sendo
belo outrora, hoje apenas restos do que alguém sonhou, imaginou e fez. Nada pode ser concertado com o mesmo esplendor,
não que o brilho vai sumir, mas ele será de uma tonalidade diferente.
Mas o que fazer da vida se
volta e meia algo se desloca e deixa de ser unidade. Quando as coisas soltam e
perdem o tal brilho, elas passam a ser coisas comuns que não expressam amor,
dor ou medo. Não se tem muito que fazer quando essas ideias tomam conta da
mente, o que foi não volta... Foi pra nunca mais voltar e ponto.
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