A escola me dava algo que nada traz novamente, as coisas que
rolavam lá ficaram escondidas nas ruínas do tempo, nada será como naqueles dias
onde certamente eu era um pouco feliz. Dentre tantos períodos da minha vida, o
do ensino médio foi o mais empolgante e fortalecedor, sinceramente não tinha
nada demais. A gente vivia o que dava para viver, mas o complemento às aulas, o
espirito que tinha as coisas, é saudosismo, só pode. Não tive um amor naqueles
dias, não tive uma paixão, nem muitos amigos, todavia, o que era pequeno e simples
tem maior brilho que essa vida de correrias e trabalhos acadêmicos regados a
café e energéticos. Meus sonhos eram bem melhor que a realidade virgente.
strikeouro
Um diário ou um bloco de notas, seria uma folha amassada?!
volta e meia, volto para o mesmo lugar
Veja só meu caro amigo, há anos não conversamos, não
trocamos ideias como nos dias de fúrias que te falava das dores mais fortes, só
estou aqui pra te passar meus sentimentos mais profundos, ora eu não morri,
ainda penso que com uma câmera na mão faria filmes todos os dias, faria da vida
uma obra de arte para agradar os loucos como eu.
Eu sempre quis pensar que a vida fosse à tragédia mais pura
e evidente que eu tinha, minha coisa pessoal, meus segredos banais e tudo
aquilo que nos livro encontrava e me faziam crer que podemos ser mais que bons
amigos, confidentes e notoriamente uma só coisa, texto e autor. O tempo passa e
a cicatriz mais profunda nunca será uma marca sem carga de moral, elas são mais
que tudo isso junto, esse medo da vida e essa intimidade com a morte, uma vida mau escrita, uma mente conturbada
que não passa de uma ilusão, saberes fantasmas, dias sem gloria.
Com o passar dos anos percebi que só vou acumular desgraças
e sonhos sem fim, sem pratica, claro que eu sou mais que isso e isso tudo nunca
vai ser mais que eu, mas é que o amor sempre foi mais importante que tudo pra
mim, amar de verdade, morrer de amores, é assim que deve ser. Eu não quero
banalidades e futilidades, seria bom que eu não levasse tudo ao pé da letra,
mas eu não sou de viver coisas pelas metade, intenso, eu apenas vivo como fosse
morrer amanhã.
Mas já que voltei, tenho tempo pra mostrar o que aprendi,
onde andei e por qual razão voltei até aqui pra dizer olá mundo, novamente
estou escrevendo para mim e te deixando como o que mias me importa, se tenho
futuro que ele apareça nas cartas que faço para mim mesmo.
LUIZ MORREU, LUIZ SOU EU
A
vida é um sonho bom, mas eu não estou tão bem agora. Luiz morreu, Luiz sou eu,
pois bem, nesse vai e vem eu estou dentro de uma história que não é minha. Como
assim? É que não fui feito pra ser feliz, não fui feito pra nascer. Eu já nasci
morto e isso é o que faz da minha vida um grande drama, um drama que não sessa de
me atrapalhar.
Bem
se não estou no mesmo patamar dos outros que seguem uma vida normal e conseguem
conviver com a insuportável vida... eu não, pois quero mais, quero o simples que
seja eterno, que tenha um requinte de pra sempre, de estamos juntos para o infinito.
Mas
Luiz morreu, Luiz sou eu! Aqui nesse lugar, nesse momento, onde o coração está
doendo e pulando, minha cabeça rodando, eu pensado que vivo, mas já morto dou o
ultimo suspiro.
Chego a seguinte conclusão: nada
que seja feito por puro desejo interno será captado pelo universo e respondido
em frequência parecida, o que se faz de bom joga-se ao vento e não tenhas pretensão
de que volte a ti. A decepção de quem acredita na reciprocidade, seja ela na
vida ou no amor, é a pior sensação que podes sentir. Me sinto um Brás, da
literatura machadiana que ao dar não
recebeu nada em vida, muito menos em morte.
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