Veja só meu caro amigo, há anos não conversamos, não
trocamos ideias como nos dias de fúrias que te falava das dores mais fortes, só
estou aqui pra te passar meus sentimentos mais profundos, ora eu não morri,
ainda penso que com uma câmera na mão faria filmes todos os dias, faria da vida
uma obra de arte para agradar os loucos como eu.
Eu sempre quis pensar que a vida fosse à tragédia mais pura
e evidente que eu tinha, minha coisa pessoal, meus segredos banais e tudo
aquilo que nos livro encontrava e me faziam crer que podemos ser mais que bons
amigos, confidentes e notoriamente uma só coisa, texto e autor. O tempo passa e
a cicatriz mais profunda nunca será uma marca sem carga de moral, elas são mais
que tudo isso junto, esse medo da vida e essa intimidade com a morte, uma vida mau escrita, uma mente conturbada
que não passa de uma ilusão, saberes fantasmas, dias sem gloria.
Com o passar dos anos percebi que só vou acumular desgraças
e sonhos sem fim, sem pratica, claro que eu sou mais que isso e isso tudo nunca
vai ser mais que eu, mas é que o amor sempre foi mais importante que tudo pra
mim, amar de verdade, morrer de amores, é assim que deve ser. Eu não quero
banalidades e futilidades, seria bom que eu não levasse tudo ao pé da letra,
mas eu não sou de viver coisas pelas metade, intenso, eu apenas vivo como fosse
morrer amanhã.
Mas já que voltei, tenho tempo pra mostrar o que aprendi,
onde andei e por qual razão voltei até aqui pra dizer olá mundo, novamente
estou escrevendo para mim e te deixando como o que mias me importa, se tenho
futuro que ele apareça nas cartas que faço para mim mesmo.

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