Então, a cada novo dia, estou menos apreensivo
(com o futuro, amor, trabalho. salário... poesia, blog...) to tão desligado,
sem perde as metas, sem ganhar novas expectativas (pois nada pior que
compartilhar planos) se queres compartilhar algo, escolha os
momentos, neles podemos improvisar (a vida é feita de improvisos).
É que teve alguém que sabia dos meus planos, de
minha banda predileta, do livro que me faz chorar, até do jornal que compro. Da
forma que eu gosto de carinho, do medo que eu tenho do escuro, da descrença, das
ideias sobre a morte. Alguém escolhida - no conviver- no erro de amar o errado ao
puro prazer de sofrer (mesmo que inspirador, sofrer de amor é muito ruim).
Foram efêmeras as chuvas de verão, o
meu egoísmo e sua prepotência não, eles duram até hoje, pois teu sorriso não
muda nada no meu inverno, tuas indiretas não ferem meu imaginário, agora
percebo que todo esse amor nunca foi amor. Então sigo a vida, antes de plantar
novos frutos, tento não errar novamente ( mas nem sempre falar o que se passa no coração é uma boa ideia).
