Não era noite, acho que estava por
volta das quinze horas, porem meu relógio tinha ficado sem bateria logo pela
manhã, por isso não posso confirma com exatidão; Por motivo ilustrativo ficaremos
com as quinze horas. O sol ainda bradava
para os terrestres suas regras, sua moral diária de que sempre nasce para todos
independente de cor, religião e opção sexual...
Nesse momento da minha tarde que o sol estava
sobre minha cabeça, esquentando os meus cabelos, bronzeando minha pele pálida,
tive uma súbita vontade de ir embora, para onde não sei, mas aqui não queria
mais ficar, tanta coisa nesses últimos dias, tantas pessoas legais partindo.
Não era noite, porem, trevas começavam
a brotar numa escuridão sinistra, juntamente com ‘calafrios’ por todo corpo,
não podia fazer mais que juntar meus braços no movimento circular com as mãos,
tentava me acalmar, dizendo que tudo ficaria bem, deveria ser um novo efeito,
da mais nova droga que venho testando.
Eu tinha acabado de sair do metrô,
uma multidão estava ao meu redor, como sempre faço o mesmo percurso alguns rostos
tornaram-se familiares, a menina da carrocinha de balas, o engraxate e um certo
homem calvo dono de um terno alinhado e uma mochila esporte, todos eles olhavam
para mim, com uma olhar diferente, notavam minha guerra interior,
meus movimentos incertos, minha boca tremula.
Ao sair do meio das pessoas minha
angustia aumentava, além de está em um estado lamentável de vida, percebi a
solidão que estava mergulhado, todos que antes viviam ao meu lado tinham ido
embora, percebi que minhas paixões eram compradas pelo meu dinheiro, meu porte
físico e minha popularidade, agora não tenho ninguém para conversa a noite... Ninguém
que me diga um vai em paz, tchau, até logo, durma bem.
Depois dessa tarde pensei em interrompe com os remédios do tratamento, sabia que estava morrendo pouco a pouco mesmo,
que a vida escorregava de mim, porem olhei para o sol, lembrei da baboseira “poética” e levantei minha cabeça para
viver o pouco tempo que me resta. Agora sem procurar um amor verdadeiro, sem ir
atrás de um sentido para viver, deixa de lado o que é material e começar a viver por viver.

muito bom!
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