Descobri que
andando a paisagem muda, que não adiante ficar no mesmo lugar, escutando aquela
canção, esperando uma pessoa que não vai chegar.
A terra voa no asfalto quente, formando nuvens de areia no decorre do caminho, o som
das maquinas trás a tona o terror, o medo de ficar no passado inerte, imóvel
que não se meche, mas que se reinventa dentro do seu contesto.
O sonho é linear,
mas a vida é uma serpente saindo do jardim.
Não tenho todos os sonhos do
mundo, tenho apenas os meus.
Sei que voar é possível, não devo plantar nessa
terra as sementes da vida, nem sei qual é o melhor local, só acho
(mesmo sem dever) que as pessoas são o espelho do que querem e, que a um espaço
muito grande entre elas.
Mesmo separados caminhamos para algum lugar
comum.

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