Pra
lembrar quem eu sou, tenho de pegar um caderno que retém a minha memória, lá esta
rabiscado uma estória de amor, numa daquelas páginas coladas depois da raiva. É perto do início, sim têm uns
pingos de alegria seguidos da retranca do abandono; do descaso sentimental; e
das duvidas existenciais, palavras vazias; mas meu coração batia apressadamente -fora do ritmo da música- criando seus
compassos, inventando suas regras sobre o amor. Querendo apenas sentir tua mão,
num desses dias que caminhamos, mesmo que breve, poderia haver um momento para
salvar toda nossa história num HD compartilhado, é que com você tudo fica mais
simples e é isso que os solitários procuram: sorrisos espontâneos e beijos de
boa noite.
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