O pulsar de dois corações



Havia na vida um sabor diferente naquele dia, não era tão modesto o sentimento do jovem pelo estado de desfrutar outro coração pulsando junto do seu corpo, ele deslumbrava de um contentamento juvenil, que há muito tempo havia compartilhado, mas que por motivos fúteis deixou partir a mais suntuosa experiência amorosa que teve até o dia de hoje. 
A fineza nos gestos entre o casal de namorados era de uma pureza angelical, eles pareciam pedir ao deus sol sua permissão para ser feliz, naquela tarde de outubro, onde o vento bate mais forte e as pessoas são mais amorosas; depreciando as mobilidades e parando para sentir o ar que entrava nos pulmões, o amor aflorava uma nova era para o poeta vagabundo e a rainha da duvida. 
Adverso a tudo só era o momento da partida, aquela brecha do tempo onde dizemos até mais, sem ter a certeza que esse outro momento um dia vai chegar; o até mais é uma duvida mascarada de certeza, é sorte jogada ao vento, mas sabe lá onde e quando novamente o amor vai transparecer na mesma medida que aqui está, isto de fato só o tempo pode   nos prover.  

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