Ego (ou superego)

Vai, andando pra frente no teu caminho, sai da minha mente (que te cobiça, porém te odeia), pára de entra nos meus sonhos noturnos e vai arrumar outro coração que goste de ser maltratado, pois o meu já está abatido, ferido, caído... Hei, não espera que os espinhos virem, em um momento mágico, a solução pra tua loucura; é que no dia a dia parece que não sabes amar, é que amar parece arte e espírito de artista você não tem.
Driblas o meu sentimento diariamente, mas no andamento do amanhã, seja pela tarde ou noite, fala pra teu coração que eu não sou patrimônio dele e avisa ao ego (ou superego) que nada foi concordado ente nós, pois ainda tenho minha velha carta de alforria (liberdade), aquela que dispõe todo ser nascido e que só é cassada quando encontramos um amor verdadeiro.
Pois eu quero viver sem ter nada seu no meu coração, quero acabar com todas as feridas que você causou e apagar as marcas de caneta que deixasse no meu caderno, no meu corpo, na minha alma... Para ter no fim, apenas um belo e demorado, simétrico e firme, sem mais delongas, no ultimo degrau da vida quero um termino sem a angustia de Brás Cubas.                           

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