Eu só quero estar com você (De Fé)
Ele parece estar preocupado, ali
no canto, sentado com um livro em suas mãos. Seu olhar se desloca entre a
direita e a esquerda, até ele parar e focar no livro, abrir uma pagina qualquer
e encontra um bilhete de sua amada.
Nesse exato momento lembranças
aparecem em fleches coloridos, nitidamente monta-se uma sena, onde no fundo um
casal se abraça. É ele num passado próximo, uma tarde com sua amada Ana, a mais
bela garota que ele encontrou entre todos os lugares que já esteve, porem ela é
mais que um rostinho bonito, é a única pessoa que faz nosso jovem encontra sua
paz interior, é uma verdadeira razão para ele viver.
Enquanto eles encontram-se
naquela praça, o tempo liricamente não acompanha o compasso dos relógios, mas
sim segui as batidas dos corações que ali estão; um conforto múltiplo está
presente, entre olhares, toques e beijos, o carinho e afeição que eles
apresentam são de uma pureza quase mágica, os dois parecem que estão num eterno
apogeu de felicidades.
Do nada as lembranças somem
e ele esta novamente na biblioteca de sua escola, com o bilhete em suas mãos,
ele lê: tenho mais duvidas do que certezas/hoje com certeza só tenho você.
Ass. Ana, depois de ensaiar algumas lagrimas, ele levanta-se com uma
vontade imensa de sair da escola e ir ao encontro de sua
amada, então ele abriu a porta e saio andando em direção da saída principal,
sem da bola para os grupinhos que se formam ao decorre do caminho, seu amigo
acena e ele nem nota, aparentemente está desconectado do mundo, só pensa na
garota e por isso corre a seu encontro.
Depois de atravessar o portão da
escola, ele correu, aparentemente sem rumo, mas em poucos estantes encontra-se
no mesmo lugar de seu pensamento, com um olhar aflito ele percorre toda a praça
e não encontra nada, no banco onde outrora eles fizeram um ninho, um outra
casal se beija.
A frustração toma conta do seu
corpo, seus pés estão gelados, sua mão treme, lagrimas correm em seu rosto, a
tão temida perda chegou e, ele não acredita; nada parece fazer sentido para o
nosso jovem, sua vida está retida a garota, suas lagrimas não secam, parece um
rio correndo para forma um oceano, oceano esse da amargura em que ele esta
preste a mergulhar.
Ele não espera mais nada, seu
amor não foi retribuído, fez tanto para ser eterno, mas não durou,foi efêmero
como as chuvas de verão, ele já perdeu toda a esperança de ver sua amada,
quando ali parado na frente de uma grande arvore, uma pessoa põem a mão e tapa
seus olhos e, fala ao pé do ouvido: você ainda tem medo de me perder?Sim, eu
sempre terei! Depois de responder ele tem um impulso, gira seu corpo para
Ana, nesse momento seu coração que já congelava volta a bater e eles sorriem um
para o outro, dão as mãos e vão caminhando felizes.
Que lindoo! Você escreve tão bem, Isak! *O*
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