Andando pelo centro da cidade vai encontra
uma rua pequena com varias casas no mesmo estilo, nas janelas e portas um
acabamento largo, casas do tempo de Brasil colônia.
Caminhos tortos não planejados,
onde toda a decadência está presente, ruelas estreitas ligam o centro a uma
vila, ferrovia, casa de maquinas, o mundo se aflora em novas tecnologias, nós
no século XXI deveríamos vestir roupas coloridas, duras, brilhosas e estranhas,
os lunáticos se enganaram, pois ainda ando em pedras azuladas, negras,
cromadas, que outrora serviram de contrapeso nos navios negreiros. Tenho ao meu
lado um caixão e um livro, receitas e rezas. Um beijo no altar da igreja. Senhoras
e senhores o pobre diabo morreu. Não há negros no tronco do pelourinho, não há
mais um pelourinho.
Nesse caso o sol ainda brilha, na
ponte velha, lá é que vou ver o sol descer o rio e se esconder em suas águas;
eis a ponte que o senhor Don. Pedro um dia passou no seu cavalo voador, hoje
apenas uma malha de ferrugem e concreto, um ponto morto onde o tempo é rei.
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