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| Lisboa |
O caminho de
volta, sem preocupação, longe da correria-dia-dia. Andar livremente
por lugares novos ou antigos, antigos ou novos, novos que são antigos. Um
trilho secular, uma placa dizendo pare, olhares de estranhos, olhares de conhecidos
abismados, amigo brincalhão, apertos de mãos, promessas de ateus,
rimas sem lógicas; para que a vida precisa de lógica, a vida precisa ser
vivida, quem tem de ter lógica é matemática.
Ando em passos ritmados, prestando atenção nas coisas mais
normais, grupos de amigos, casais de 80 anos, jovens amantes de si
mesmo, musica feia em alto e bom som, musica lírica presa em fones
Chineses. Medo de chuva não me assusta, também não me seduz, poucas
coisas me seduz: livros de amor, discos dos engenheiros, músicas,
cinema de Godard, quarto escuro, ela de quem tanto me escondo, que tanto me
seduz.
Procuro no bolso da mochila um MP3-Play, ponho minha trilha,
no filme da minha vida, no filme de tantas vidas, no mesmo 35Mm a tantas
interpretações, todos andando e o tempo passando, as idas sem voltas.
MP3-Play
# Musica Urbana II - Legião Urbana
# A Tempestade - Legião Urbana
# Ando Só - Engenheiros do Hawaii

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