(*)Eu estava parado numa rua rodeada de esculturas de pedra sabão, estas eram peculiares e sensuais, não eram típicas daquele lugar, não deveriam esta ali. Carros na rua acenavam para prostitutas, que fumavam cigarros e riam muito alto, avia também gritos e palavrões.
(*)Aquela rua, uma rua-vitrine, que não tinha nenhum glamour, apenas o bom e velho sexo, mulheres vendendo o corpo, estes que eram belos e bem desenhados como numa tela de Courbet, na origem do mundo, nos livros de auto-ajuda de aeroportos e, nos olhares daquelas mulheres que mesmo felizes eram tristes, alma ferida, corpo com muitos donos.
(*)O prazer que Godard idealizava em suas obras não existia para elas, quando uma daquelas mulheres e a fazer sexo, o seu corpo estava presente, mas sua mente concentrava em outras idéias, em amores passados, os gemidos artificiais, os beijos anojados, ela não sabia o porquê de tudo aquilo, não tinha para onde corre pois sua vida é dar prazer aos outros e volta pra casa sozinha com algum trocado, esse trocado é quanto vale sua alma e seus sonhos.
(*)Eu continuei andando pelas ruas escuras, te procurando, procurando tua alma, olhando outras que também vagavam à procura de suas amadas e, amados. Não te encontrei, pois você não me ama, se quer pensa em mim, porque sou um louco apaixonado. Já estou a delirar... O violão a desafinar, a voz a desgarra e, nessa fúria temporal que a resta do avião deixou, não a espaço para morre por ninguém.
Eu entendo você que não me entende
Eu surpreendo você
Que não me prende
“Tire as mãos de mim!”
“Me dê a sua mão!”
Cada um tem o seu ponto de vista
Encare a ilusão da sua ótica
Os olhos dizem sim
O olhar diz não
Sou cego
Não nego
Enxergo quando puder
Só vejo
Obscuro objeto
Desejo indireto
Será que você me entende?
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Esculturas de pedra sabão
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Você escreve muito bem, parabéns!
ResponderExcluirEstou seguindo o seu blog :D
http://leituradaestante.blogspot.com/
VLW Larissa teu blog é muito bom, gosto bastante das dicas!!!
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