Um certo eu olha a cidade e como as nuvens tocam os prédios mais distantes. Ver o tempo passar e durante algumas horas lembra do passado e de seus amores que lá ficaram. Venho mudando conforme o céu, nem sempre usando conversões formais, hoje sou um apanhado de tudo que já fui, as minimas coisas foram essenciais para tudo que conquistei, para esse eu que pode ser um exemplo, que pode ser um louco ou o ultimo romântico.
As pessoas são importantes, quem me ensinou o primeiro acorde e quem falou que eu nunca vou tocar um violão, o cara que escreveu a musica e por ela me apresentou Godard, o homem que me fez um cientista Junior e a pessoa que fala que eu não sou ninguém, todos tem lugar no meu coração (ou seja nas minhas memorias).
Já fui um moicano, hoje sou um cabeludo, são coisas que o tempo não explica, que só quem vivi sabe com é, mudo para não ser igual, por conseqüência dos meus dilemas ou por medo de perder o que acho que tenho, sempre acho que tenho algo, ao mesmo tempo esqueço que as pessoas tem vontades e, como eu podem se apaixonar, como eu me apaixono por elas, é por isso que eu sou assim "uma metamorfose ambulante".
Estou sempre evoluindo, tentando ser alguém melhor, pesquisando sobre os gregos, lendo um livro que explica o amor pela filosofia, vendo um filme da década 1960, olhando o por do sol, meditando (aprendi a pouco tempo), fotografando, vendo fotografias e revistas. Me apaixonando, quebrando a cara e me apaixonando pela mesma pessoa novamente. Esse certo eu é cheio de peripécias.

Good, gostei muito deste texto!
ResponderExcluirnuss... gostei demais!
ResponderExcluirto seguindo ;D