A noite do terro


Noite fria, soldados na rua vasculham tudo que estiver a sua frente, ninguém se salva tudo é alvo, o senho da guerra mandou,  que ver sangue e choro, ele não tem pena das criancinhas que gritam na noite, os homens do senhor gostam de ver o sofrimento nos olhos, querem matar por qualquer causa, a lei é ver dor. 
As luz vermelha e azul entra pelas janelas, os tiros, gritos e gemidos me deixa apavorado, vidas e mais vidas são levadas para o alem, eu agora sou  impotente não posso salvar os meus, o poder no mundo de qualquer forma é mantido por armas, o estado é feito de armas e a sociedade esta a merce, já esperava algo assim a muito tempo, hoje sinto que a barbárie esta chegando perto.
Vou tentar me proteger deste mal, mas antes tenho que salvar a vida de minha amada, não quero deixa-la,  se for para morre  melhor que seja eu. Nos jogamos ao chão, eu a abracei passando o calor do meu corpo para o dela, nos estávamos  no pior momento de nossas vidas, ela nunca imaginou uma coisa deste tipo, a loucura de homens contra os homens. Ela era feliz e acreditava num mundo de paz e harmonia, fazia meditação no parque, ajudava os mais velhos, trabalhava e vestia a camisa de um mundo verde e sustentável, mas agora nos olhos dele eu via a tristeza e o medo que guerra nos trás, a morte sempre foi uma verdade que não queríamos ver neste momento, temos planos de construir uma família, de criar nossos filhos e de morrer juntos, porem velhos.
Os soldados entraram em nossa casa e foram a procura de pessoas para matar, só estávamos nos dois no ultimo quarto, fizemos silencio para ouvir as passadas dos assassinos fardados, a morte estava próximo, eu tinha que agir para salva-la, todavia sabia que não existia nenhuma forma de fazer isso.  Morremos juntos.
        

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